AMD Reintroduz Criptografia TSME em Processadores Ryzen Após Críticas da Comunidade
A AMD anunciou o retorno da criptografia TSME (Transparent Secure Memory Encryption) para alguns processadores Ryzen 9000 não-PRO, após desativá-la em atualizações de firmware. A funcionalidade, que protege dados na RAM, será reincorporada via BIOS em julho de 2026, atendendo a pedidos de usuários e especialistas.
MundiX News·26 de junho de 2026·4 min de leitura·👁 1 views
A AMD confirmou que a criptografia TSME (Transparent Secure Memory Encryption), também conhecida como Memory Guard, será reintroduzida em determinados processadores da linha Ryzen 9000 que não pertencem à série PRO. A decisão surge após uma onda de críticas e reclamações de usuários e especialistas em segurança, que viram a funcionalidade ser removida em atualizações recentes de firmware. A opção de ativar o TSME deverá retornar ao BIOS em julho de 2026.
O TSME é uma tecnologia de segurança crucial que opera automaticamente para criptografar todos os dados antes de serem gravados na memória RAM e descriptografá-los ao serem lidos. Cada vez que o sistema é iniciado, o AMD Secure Processor gera uma chave única que é inacessível para o sistema operacional e para as aplicações. Este mecanismo é fundamental para proteger o conteúdo da RAM contra diversas ameaças, incluindo ataques de acesso físico como cold boot attacks, interceptação de dados no barramento de memória e a remoção física dos módulos de memória. Uma vantagem significativa do TSME, em comparação com outras tecnologias como o Secure Memory Encryption (SME), é sua independência do sistema operacional, operando diretamente no nível do firmware.
Recentemente, a opção de habilitar o TSME em alguns processadores Ryzen 9000 desapareceu do BIOS após uma atualização. A questão foi inicialmente destacada por Ben Kilpatrick, um entusiasta do Linux, que notou a ausência do suporte à criptografia de RAM em um sistema com Ryzen 7 9700X, mesmo com o TSME ativado nas configurações. Investigações posteriores, com a colaboração de engenheiros da MSI, confirmaram que o problema residia no firmware. Versões mais antigas do AGESA (AMD Generic Encapsulated Software Architecture) suportavam a criptografia, mas a atualização para AGESA 1.2.7.0 tornou-a indisponível para processadores Ryzen 9000 de uso doméstico, enquanto os modelos PRO continuavam a oferecer o suporte. Uma análise mais profunda revelou que um flag interno, DfIsTsmeEnabled, estava configurado como FALSE para processadores comuns e TRUE para modelos PRO e EPYC, indicando uma desativação intencional via software.
Inicialmente, a AMD declarou que o TSME era uma tecnologia exclusiva da linha AMD PRO, sem fornecer explicações sobre a remoção ou se foi um erro. Essa postura gerou descontentamento na comunidade, especialmente considerando que o TSME estava disponível para processadores Ryzen por quase uma década e sua compatibilidade havia sido confirmada por engenheiros da AMD em 2020 para modelos como o Ryzen 7 3700X. Algumas especulações sugeriram que a AMD poderia estar tentando criar uma diferenciação artificial entre os processadores comuns e os modelos PRO mais caros. Outra possibilidade levantada foi a de que a redução de desempenho associada à criptografia de memória, que em alguns casos leva desenvolvedores de jogos a recomendar sua desativação, pudesse ter influenciado a decisão. No entanto, após a forte reação negativa, a AMD reviu sua posição e prometeu restaurar a funcionalidade Memory Guard em uma futura atualização de BIOS, prevista para julho de 2026. A empresa, contudo, não ofereceu detalhes sobre os motivos da remoção inicial ou da falta de comunicação sobre a mudança.
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A AMD confirmou que a criptografia TSME (Transparent Secure Memory Encryption), também conhecida como Memory Guard, será reintroduzida em determinados processadores da linha Ryzen 9000 que não pertencem à série PRO. A decisão surge após uma onda de críticas e reclamações de usuários e especialistas em segurança, que viram a funcionalidade ser removida em atualizações recentes de firmware. A opção de ativar o TSME deverá retornar ao BIOS em julho de 2026.
O TSME é uma tecnologia de segurança crucial que opera automaticamente para criptografar todos os dados antes de serem gravados na memória RAM e descriptografá-los ao serem lidos. Cada vez que o sistema é iniciado, o AMD Secure Processor gera uma chave única que é inacessível para o sistema operacional e para as aplicações. Este mecanismo é fundamental para proteger o conteúdo da RAM contra diversas ameaças, incluindo ataques de acesso físico como cold boot attacks, interceptação de dados no barramento de memória e a remoção física dos módulos de memória. Uma vantagem significativa do TSME, em comparação com outras tecnologias como o Secure Memory Encryption (SME), é sua independência do sistema operacional, operando diretamente no nível do firmware.
Recentemente, a opção de habilitar o TSME em alguns processadores Ryzen 9000 desapareceu do BIOS após uma atualização. A questão foi inicialmente destacada por Ben Kilpatrick, um entusiasta do Linux, que notou a ausência do suporte à criptografia de RAM em um sistema com Ryzen 7 9700X, mesmo com o TSME ativado nas configurações. Investigações posteriores, com a colaboração de engenheiros da MSI, confirmaram que o problema residia no firmware. Versões mais antigas do AGESA (AMD Generic Encapsulated Software Architecture) suportavam a criptografia, mas a atualização para AGESA 1.2.7.0 tornou-a indisponível para processadores Ryzen 9000 de uso doméstico, enquanto os modelos PRO continuavam a oferecer o suporte. Uma análise mais profunda revelou que um flag interno, DfIsTsmeEnabled, estava configurado como FALSE para processadores comuns e TRUE para modelos PRO e EPYC, indicando uma desativação intencional via software.
Inicialmente, a AMD declarou que o TSME era uma tecnologia exclusiva da linha AMD PRO, sem fornecer explicações sobre a remoção ou se foi um erro. Essa postura gerou descontentamento na comunidade, especialmente considerando que o TSME estava disponível para processadores Ryzen por quase uma década e sua compatibilidade havia sido confirmada por engenheiros da AMD em 2020 para modelos como o Ryzen 7 3700X. Algumas especulações sugeriram que a AMD poderia estar tentando criar uma diferenciação artificial entre os processadores comuns e os modelos PRO mais caros. Outra possibilidade levantada foi a de que a redução de desempenho associada à criptografia de memória, que em alguns casos leva desenvolvedores de jogos a recomendar sua desativação, pudesse ter influenciado a decisão. No entanto, após a forte reação negativa, a AMD reviu sua posição e prometeu restaurar a funcionalidade Memory Guard em uma futura atualização de BIOS, prevista para julho de 2026. A empresa, contudo, não ofereceu detalhes sobre os motivos da remoção inicial ou da falta de comunicação sobre a mudança.
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