E se os buracos negros não existissem? Cientistas reescrevem o final do colapso gravitacional
Uma nova teoria propõe que o colapso gravitacional de estrelas massivas pode resultar em 'gravistrelas' com mini-universo interno, em vez de singularidades de buracos negros.
MundiX News·24 de junho de 2026·4 min de leitura·👁 1 views
Buracos negros, por muito tempo considerados o resultado mais bizarro do colapso gravitacional, podem ter sua natureza fundamental redefinida. Uma nova pesquisa teórica sugere um cenário alternativo: em vez de colapsar em um ponto de singularidade, uma estrela massiva poderia se contrair para formar uma 'graviestrela' com uma mini-universo em seu interior.
Publicado na revista Physical Review D, o estudo conduzido pelos físicos Daniel Jampolski e Luciano Rezzolla, do Instituto de Física Teórica na Alemanha, apresenta um modelo para a formação de gravistrelas após o colapso de uma nuvem esférica de matéria. Esses objetos, ainda hipotéticos, são propostos como uma alternativa aos buracos negros convencionais.
A distinção crucial entre uma graviestrela e um buraco negro reside na ausência de singularidade e horizonte de eventos na primeira. Em modelos de buracos negros tradicionais, a matéria colapsa em uma região onde as leis da física como as conhecemos deixam de ser aplicáveis, e o horizonte de eventos atua como uma barreira, ocultando os processos internos de observadores externos. A graviestrela, de acordo com os cálculos dos pesquisadores, pode apresentar uma aparência externa compacta semelhante, mas sua estrutura interna é radicalmente diferente.
No modelo proposto, uma nuvem de poeira homogênea colapsa em direção a uma região central descrita pelos autores como uma região de De Sitter. Essa região se comporta como um mini-universo em expansão, gerando uma pressão para fora. O equilíbrio do sistema é alcançado através da interação entre a queda da matéria para dentro e a expansão da região central para fora.
Para um observador externo, uma graviestrela poderia ser quase indistinguível de um buraco negro, dado que sua compactação pode ser aproximada aos parâmetros de um buraco negro. No entanto, em vez de uma singularidade clássica, a região central seria ocupada por uma estrutura associada à energia escura. Os autores enfatizam o caráter teórico de seu trabalho, destacando que o modelo demonstra um possível caminho para a formação de uma graviestrela estática a partir do colapso gravitacional, mas não confirma sua existência no cosmos. A pesquisa aprimora nossa compreensão sobre os tipos de objetos compactos que o colapso da matéria pode gerar, caso o resultado não seja um buraco negro clássico.
🛡️⚡
Pare de pesquisar. Comece a hackear.
O MundiX é seu copiloto de pentest com IA: comandos exatos, análise de outputs e próximo passo na kill chain — em segundos.
Sem cartão para começar · Planos a partir de R$49/mês
Buracos negros, por muito tempo considerados o resultado mais bizarro do colapso gravitacional, podem ter sua natureza fundamental redefinida. Uma nova pesquisa teórica sugere um cenário alternativo: em vez de colapsar em um ponto de singularidade, uma estrela massiva poderia se contrair para formar uma 'graviestrela' com uma mini-universo em seu interior.
Publicado na revista Physical Review D, o estudo conduzido pelos físicos Daniel Jampolski e Luciano Rezzolla, do Instituto de Física Teórica na Alemanha, apresenta um modelo para a formação de gravistrelas após o colapso de uma nuvem esférica de matéria. Esses objetos, ainda hipotéticos, são propostos como uma alternativa aos buracos negros convencionais.
A distinção crucial entre uma graviestrela e um buraco negro reside na ausência de singularidade e horizonte de eventos na primeira. Em modelos de buracos negros tradicionais, a matéria colapsa em uma região onde as leis da física como as conhecemos deixam de ser aplicáveis, e o horizonte de eventos atua como uma barreira, ocultando os processos internos de observadores externos. A graviestrela, de acordo com os cálculos dos pesquisadores, pode apresentar uma aparência externa compacta semelhante, mas sua estrutura interna é radicalmente diferente.
No modelo proposto, uma nuvem de poeira homogênea colapsa em direção a uma região central descrita pelos autores como uma região de De Sitter. Essa região se comporta como um mini-universo em expansão, gerando uma pressão para fora. O equilíbrio do sistema é alcançado através da interação entre a queda da matéria para dentro e a expansão da região central para fora.
Para um observador externo, uma graviestrela poderia ser quase indistinguível de um buraco negro, dado que sua compactação pode ser aproximada aos parâmetros de um buraco negro. No entanto, em vez de uma singularidade clássica, a região central seria ocupada por uma estrutura associada à energia escura. Os autores enfatizam o caráter teórico de seu trabalho, destacando que o modelo demonstra um possível caminho para a formação de uma graviestrela estática a partir do colapso gravitacional, mas não confirma sua existência no cosmos. A pesquisa aprimora nossa compreensão sobre os tipos de objetos compactos que o colapso da matéria pode gerar, caso o resultado não seja um buraco negro clássico.
📤 Compartilhar & Baixar
🧰 Ferramentas recomendadas
Divulgação: alguns links são patrocinados. Podemos receber comissão se você comprar — sem custo extra para você. Só indicamos o que faz sentido para a comunidade.