EUA ordenam Anthropic a restringir acesso a modelos de IA Fable 5 e Mythos 5 por preocupações de segurança nacional
A Anthropic foi forçada a suspender o acesso público aos seus modelos de IA Fable 5 e Mythos 5 após uma ordem do governo dos EUA. A medida visa impedir que cidadãos estrangeiros utilizem as tecnologias, citando riscos à segurança nacional.
MundiX News·15 de junho de 2026·7 min de leitura·👁 9 views
Poucos dias após o lançamento das suas mais recentes inteligências artificiais, Fable 5 e Mythos 5, a Anthropic viu-se obrigada a restringir o acesso a estas ferramentas para todos os utilizadores. A decisão surgiu de uma diretiva governamental dos Estados Unidos, que exigiu a proibição do uso destes modelos por cidadãos estrangeiros, independentemente da sua localização geográfica.
A empresa confirmou que a diretiva foi recebida na noite de 12 de junho. No documento oficial, as autoridades americanas invocaram razões de segurança nacional, implementando efetivamente restrições de exportação para ambos os modelos. Notavelmente, a proibição de utilização do Fable 5 e Mythos 5 estende-se até mesmo aos funcionários estrangeiros da própria Anthropic. A Anthropic explicou que a implementação imediata de uma restrição seletiva de utilizadores se mostrou logisticamente impossível. Consequentemente, o acesso aos modelos teve de ser desativado para todos os clientes, sem exceção. Outros modelos da Anthropic, como o Claude Opus 4.8, continuaram a operar normalmente.
Para contextualizar, o Fable 5 é uma versão com salvaguardas adicionais do modelo Mythos. Ambos os modelos partilham uma base tecnológica comum, mas o Fable incorpora mecanismos de proteção aprimorados. Estes mecanismos visam limitar as respostas a pedidos potencialmente perigosos em áreas como cibersegurança, biologia e química, que poderiam ser explorados para o desenvolvimento de exploits ou ameaças biológicas e químicas. A versão mais robusta, Mythos 5, permanece exclusiva para agências governamentais verificadas e parceiros do setor científico.
De acordo com a publicação Axios, a intervenção governamental foi desencadeada por relatos de um "jailbreak" criado pelo investigador Pliny the Liberator. Este método permitia contornar parte das proteções de segurança do Fable 5. Fontes próximas da publicação sugerem que a administração de Donald Trump exigiu a suspensão da distribuição dos modelos para dar tempo às agências governamentais de se prepararem para potenciais ameaças, um processo que se estima poder levar várias semanas.
A Anthropic considera a reação do governo desproporcional. A empresa alega ter recebido apenas informações verbais sobre um "potencial jailbreak limitado", que se resumia à capacidade do modelo de analisar uma base de código específica em busca de vulnerabilidades. Os desenvolvedores enfatizam que as capacidades descobertas não excedem o que outros modelos publicamente disponíveis, como o GPT-5.5, já conseguem realizar. Adicionalmente, a Anthropic afirma que os exemplos divulgados pelo investigador não demonstram um jailbreak completo, com parte das capturas de ecrã supostamente não relacionadas com o Fable 5 e as restantes contendo apenas informações de domínio público.
"Estamos a cumprir uma ordem governamental legalmente vinculativa e a desativar o acesso ao Fable 5 e Mythos 5 para todos os utilizadores. No entanto, discordamos que a descoberta de um jailbreak potencial altamente especializado deva resultar na revogação de um modelo comercial implementado para centenas de milhões de pessoas", declarou a empresa. A Anthropic argumenta que, se esta abordagem for aplicada a toda a indústria, o lançamento de novos modelos avançados poderá tornar-se inviável. A empresa vê o incidente como um mal-entendido e espera restaurar o acesso aos modelos em breve. Criticaram também o processo de tomada de decisão, defendendo que tais medidas devem basear-se em procedimentos transparentes, factos técnicos e critérios claros de avaliação de risco.
O Wall Street Journal relata que as preocupações do governo podem ter sido alimentadas por resultados de testes internos da Amazon, um dos principais investidores da Anthropic. Segundo o jornal, pouco antes do bloqueio dos modelos, o CEO da Amazon, Andy Jassy, discutiu com representantes do governo dos EUA os resultados de investigações que supostamente obtiveram do Fable 5 informações potencialmente úteis para realizar ciberataques destrutivos. Representantes da Amazon confirmaram apenas que as autoridades consultam regularmente a empresa sobre questões de segurança, mas recusaram-se a detalhar as discussões.
Por outro lado, David Sacks, ex-conselheiro de IA da administração Trump, afirma que um "parceiro confiável" do governo e da Anthropic demonstrou um jailbreak funcional do modelo. Segundo ele, a administração propôs ao CEO da Anthropic, Dario Amodei, que corrigisse o problema ou retirasse o modelo, mas as partes não chegaram a um acordo.
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Poucos dias após o lançamento das suas mais recentes inteligências artificiais, Fable 5 e Mythos 5, a Anthropic viu-se obrigada a restringir o acesso a estas ferramentas para todos os utilizadores. A decisão surgiu de uma diretiva governamental dos Estados Unidos, que exigiu a proibição do uso destes modelos por cidadãos estrangeiros, independentemente da sua localização geográfica.
A empresa confirmou que a diretiva foi recebida na noite de 12 de junho. No documento oficial, as autoridades americanas invocaram razões de segurança nacional, implementando efetivamente restrições de exportação para ambos os modelos. Notavelmente, a proibição de utilização do Fable 5 e Mythos 5 estende-se até mesmo aos funcionários estrangeiros da própria Anthropic. A Anthropic explicou que a implementação imediata de uma restrição seletiva de utilizadores se mostrou logisticamente impossível. Consequentemente, o acesso aos modelos teve de ser desativado para todos os clientes, sem exceção. Outros modelos da Anthropic, como o Claude Opus 4.8, continuaram a operar normalmente.
Para contextualizar, o Fable 5 é uma versão com salvaguardas adicionais do modelo Mythos. Ambos os modelos partilham uma base tecnológica comum, mas o Fable incorpora mecanismos de proteção aprimorados. Estes mecanismos visam limitar as respostas a pedidos potencialmente perigosos em áreas como cibersegurança, biologia e química, que poderiam ser explorados para o desenvolvimento de exploits ou ameaças biológicas e químicas. A versão mais robusta, Mythos 5, permanece exclusiva para agências governamentais verificadas e parceiros do setor científico.
De acordo com a publicação Axios, a intervenção governamental foi desencadeada por relatos de um "jailbreak" criado pelo investigador Pliny the Liberator. Este método permitia contornar parte das proteções de segurança do Fable 5. Fontes próximas da publicação sugerem que a administração de Donald Trump exigiu a suspensão da distribuição dos modelos para dar tempo às agências governamentais de se prepararem para potenciais ameaças, um processo que se estima poder levar várias semanas.
A Anthropic considera a reação do governo desproporcional. A empresa alega ter recebido apenas informações verbais sobre um "potencial jailbreak limitado", que se resumia à capacidade do modelo de analisar uma base de código específica em busca de vulnerabilidades. Os desenvolvedores enfatizam que as capacidades descobertas não excedem o que outros modelos publicamente disponíveis, como o GPT-5.5, já conseguem realizar. Adicionalmente, a Anthropic afirma que os exemplos divulgados pelo investigador não demonstram um jailbreak completo, com parte das capturas de ecrã supostamente não relacionadas com o Fable 5 e as restantes contendo apenas informações de domínio público.
"Estamos a cumprir uma ordem governamental legalmente vinculativa e a desativar o acesso ao Fable 5 e Mythos 5 para todos os utilizadores. No entanto, discordamos que a descoberta de um jailbreak potencial altamente especializado deva resultar na revogação de um modelo comercial implementado para centenas de milhões de pessoas", declarou a empresa. A Anthropic argumenta que, se esta abordagem for aplicada a toda a indústria, o lançamento de novos modelos avançados poderá tornar-se inviável. A empresa vê o incidente como um mal-entendido e espera restaurar o acesso aos modelos em breve. Criticaram também o processo de tomada de decisão, defendendo que tais medidas devem basear-se em procedimentos transparentes, factos técnicos e critérios claros de avaliação de risco.
O Wall Street Journal relata que as preocupações do governo podem ter sido alimentadas por resultados de testes internos da Amazon, um dos principais investidores da Anthropic. Segundo o jornal, pouco antes do bloqueio dos modelos, o CEO da Amazon, Andy Jassy, discutiu com representantes do governo dos EUA os resultados de investigações que supostamente obtiveram do Fable 5 informações potencialmente úteis para realizar ciberataques destrutivos. Representantes da Amazon confirmaram apenas que as autoridades consultam regularmente a empresa sobre questões de segurança, mas recusaram-se a detalhar as discussões.
Por outro lado, David Sacks, ex-conselheiro de IA da administração Trump, afirma que um "parceiro confiável" do governo e da Anthropic demonstrou um jailbreak funcional do modelo. Segundo ele, a administração propôs ao CEO da Anthropic, Dario Amodei, que corrigisse o problema ou retirasse o modelo, mas as partes não chegaram a um acordo.
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