FSB Revela Operação de Espionagem Massiva Contra Altos Funcionários Russos Via Smartphones
A Agência de Segurança Federal da Rússia (FSB) anunciou a descoberta de uma operação de espionagem em larga escala orquestrada por serviços de inteligência estrangeiros. A campanha visava coletar informações confidenciais de altos funcionários russos através de malware implantado em seus smartphones.
MundiX News·03 de junho de 2026·6 min de leitura·👁 4 views
A Agência de Segurança Federal da Rússia (FSB) anunciou a descoberta de uma operação de espionagem em larga escala orquestrada por serviços de inteligência estrangeiros. A campanha visava coletar informações confidenciais de altos funcionários russos através de malware implantado em seus smartphones. De acordo com o órgão, os atacantes eram capazes de extrair dados dos dispositivos, interceptar conversas e realizar vigilância secreta de áudio e vídeo nas proximidades dos aparelhos.
O comunicado oficial detalha que a campanha teve como objetivo a coleta de "informações sensíveis". A FSB alega que foram utilizadas as capacidades técnicas de grandes empresas internacionais de TI para obter acesso oculto aos dados, embora não tenha especificado quais organizações ou produtos estão sob investigação. Em resposta, o Departamento de Investigação da FSB abriu um processo criminal com base nos artigos 272 e 273 do Código Penal Russo, que tratam de acesso ilegal a informações de computador e criação ou disseminação de software malicioso. A investigação está em andamento.
"Foi documentada uma ação em larga escala dos serviços de inteligência estrangeiros para a implantação e uso em dispositivos de comunicação móvel de altos funcionários russos de software malicioso, utilizado para extrair dados existentes, escutar conversas em andamento, bem como para controle acústico e de vídeo secreto do ambiente próximo aos dispositivos eletrônicos, visando a obtenção de informações sensíveis. Com o uso das capacidades técnicas de grandes corporações internacionais de TI, através da utilização de meios de comunicação móvel, representantes de serviços de inteligência estrangeiros realizaram a extração oculta e não autorizada de diversos tipos de informações dos dispositivos das vítimas do ciberataque", informou a FSB.
Conforme reportado pela publicação "Kommersant", especialistas da FSB acreditam que se trata de uma operação multinível, na qual poderiam ter participado serviços de inteligência de vários países. Segundo a publicação, o órgão também associa campanhas semelhantes à subsequente inclusão das vítimas de vigilância nas listas de sanções dos EUA e da União Europeia.
Especialistas consultados pelos jornalistas observaram que os smartphones modernos há muito deixaram de ser dispositivos totalmente controlados pelos usuários. Por exemplo, o Tenente-General aposentado e Doutor em Ciências Físicas e Matemáticas, Alexander Baranov, declarou que os usuários se acostumaram a confiar em senhas, mas que os processadores de muitos dispositivos possuem "trust zones" às quais um desenvolvedor pode ter acesso. Consequentemente, Baranov acredita que nem os processadores, nem os cartões SIM, nem mesmo os sistemas operacionais móveis, por si só, podem servir como garantia de segurança.
A publicação "Kommersant" também mencionou as revelações de Edward Snowden, que em 2013 já havia falado sobre os programas de vigilância em massa das agências de inteligência americanas. Na época, tornou-se conhecido a colaboração de várias grandes empresas de tecnologia com as estruturas de inteligência dos EUA, bem como o uso de vulnerabilidades em aplicativos populares para coletar dados de usuários.
Adicionalmente, os jornalistas observam que, nos últimos anos, o mercado de spyware comercial cresceu significativamente. Ferramentas como Pegasus e Graphite permitem comprometer smartphones sem qualquer ação por parte do proprietário e obter acesso a mensagens, chamadas, geolocalização, microfone e câmera do dispositivo.
Além disso, em conversa com a publicação, Igor Kuznetsov, representante da "Kaspersky Lab", lembrou da "Operação Triangulação". Nesta campanha, os agressores utilizaram funcionalidades não documentadas dos processadores Apple e infectaram dispositivos através de mensagens em aplicativos de mensagens (sem a participação do usuário).
No contexto da investigação em curso, representantes da FSB alertaram que discutir informações confidenciais perto de smartphones não é seguro. O órgão considera que os dispositivos móveis modernos podem ser usados para coleta secreta de dados, e, portanto, o conteúdo das conversas pode se tornar conhecido por terceiros.
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A Agência de Segurança Federal da Rússia (FSB) anunciou a descoberta de uma operação de espionagem em larga escala orquestrada por serviços de inteligência estrangeiros. A campanha visava coletar informações confidenciais de altos funcionários russos através de malware implantado em seus smartphones. De acordo com o órgão, os atacantes eram capazes de extrair dados dos dispositivos, interceptar conversas e realizar vigilância secreta de áudio e vídeo nas proximidades dos aparelhos.
O comunicado oficial detalha que a campanha teve como objetivo a coleta de "informações sensíveis". A FSB alega que foram utilizadas as capacidades técnicas de grandes empresas internacionais de TI para obter acesso oculto aos dados, embora não tenha especificado quais organizações ou produtos estão sob investigação. Em resposta, o Departamento de Investigação da FSB abriu um processo criminal com base nos artigos 272 e 273 do Código Penal Russo, que tratam de acesso ilegal a informações de computador e criação ou disseminação de software malicioso. A investigação está em andamento.
"Foi documentada uma ação em larga escala dos serviços de inteligência estrangeiros para a implantação e uso em dispositivos de comunicação móvel de altos funcionários russos de software malicioso, utilizado para extrair dados existentes, escutar conversas em andamento, bem como para controle acústico e de vídeo secreto do ambiente próximo aos dispositivos eletrônicos, visando a obtenção de informações sensíveis. Com o uso das capacidades técnicas de grandes corporações internacionais de TI, através da utilização de meios de comunicação móvel, representantes de serviços de inteligência estrangeiros realizaram a extração oculta e não autorizada de diversos tipos de informações dos dispositivos das vítimas do ciberataque", informou a FSB.
Conforme reportado pela publicação "Kommersant", especialistas da FSB acreditam que se trata de uma operação multinível, na qual poderiam ter participado serviços de inteligência de vários países. Segundo a publicação, o órgão também associa campanhas semelhantes à subsequente inclusão das vítimas de vigilância nas listas de sanções dos EUA e da União Europeia.
Especialistas consultados pelos jornalistas observaram que os smartphones modernos há muito deixaram de ser dispositivos totalmente controlados pelos usuários. Por exemplo, o Tenente-General aposentado e Doutor em Ciências Físicas e Matemáticas, Alexander Baranov, declarou que os usuários se acostumaram a confiar em senhas, mas que os processadores de muitos dispositivos possuem "trust zones" às quais um desenvolvedor pode ter acesso. Consequentemente, Baranov acredita que nem os processadores, nem os cartões SIM, nem mesmo os sistemas operacionais móveis, por si só, podem servir como garantia de segurança.
A publicação "Kommersant" também mencionou as revelações de Edward Snowden, que em 2013 já havia falado sobre os programas de vigilância em massa das agências de inteligência americanas. Na época, tornou-se conhecido a colaboração de várias grandes empresas de tecnologia com as estruturas de inteligência dos EUA, bem como o uso de vulnerabilidades em aplicativos populares para coletar dados de usuários.
Adicionalmente, os jornalistas observam que, nos últimos anos, o mercado de spyware comercial cresceu significativamente. Ferramentas como Pegasus e Graphite permitem comprometer smartphones sem qualquer ação por parte do proprietário e obter acesso a mensagens, chamadas, geolocalização, microfone e câmera do dispositivo.
Além disso, em conversa com a publicação, Igor Kuznetsov, representante da "Kaspersky Lab", lembrou da "Operação Triangulação". Nesta campanha, os agressores utilizaram funcionalidades não documentadas dos processadores Apple e infectaram dispositivos através de mensagens em aplicativos de mensagens (sem a participação do usuário).
No contexto da investigação em curso, representantes da FSB alertaram que discutir informações confidenciais perto de smartphones não é seguro. O órgão considera que os dispositivos móveis modernos podem ser usados para coleta secreta de dados, e, portanto, o conteúdo das conversas pode se tornar conhecido por terceiros.
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