HTB WingData: Escalada de Privilégios no Linux via Descompactação de Arquivos
Este artigo detalha um método de escalada de privilégios no Linux explorando uma vulnerabilidade no módulo Python `tarfile`. O processo envolve a obtenção de acesso inicial através de uma interface web vulnerável, extração de hashes de senha e, finalmente, a exploração de um comando sudo permitido.
MundiX News·30 de junho de 2026·4 min de leitura·👁 1 views
HTB WingData: Escalada de Privilégios no Linux via Descompactação de Arquivos
Neste guia, exploraremos um cenário prático de escalada de privilégios em um ambiente Linux, especificamente na máquina "WingData" da plataforma Hack The Box (HTB). O objetivo final é obter acesso de superusuário (root) na máquina. Este desafio é classificado como "fácil", o que o torna ideal para iniciantes em pentest e para aprimorar habilidades em exploração de vulnerabilidades.
Aviso Importante: Ao se conectar a máquinas em plataformas como Hack The Box, é crucial utilizar ferramentas de anonimização e virtualização. Evite realizar tais atividades em computadores que contenham dados sensíveis, pois você estará em uma rede compartilhada com outros participantes.
Reconhecimento
Escaneamento de Portas
O primeiro passo em qualquer teste de intrusão é o reconhecimento, que geralmente começa com o escaneamento de portas para identificar os serviços em execução no alvo. Adicionamos o endereço IP da máquina ao nosso arquivo /etc/hosts:
10.129.42.224 wingdata.htb
Em seguida, executamos um escaneamento de portas. Para otimizar o processo, utilizamos um script que realiza um escaneamento rápido inicial e, em seguida, um escaneamento mais detalhado com scripts Nmap embutidos (-A).
Referência: Escaneamento de Portas
O escaneamento de portas é fundamental para mapear a superfície de ataque de um host. Ele revela quais serviços estão escutando por conexões, direcionando os próximos passos da exploração. O Nmap é a ferramenta mais popular para essa tarefa. Um script eficiente pode ser:
Este script primeiro realiza um escaneamento rápido de todas as portas e, em seguida, um escaneamento mais aprofundado nas portas identificadas, utilizando a opção -A para detecção de versão e sistema operacional.
O resultado do escaneamento revelou duas portas abertas:
Porta 22: OpenSSH 9.2p1
Porta 80: Apache 2.4.66 (Web Server)
Referência: Brute-Force de Credenciais
No início de um pentest, sem credenciais válidas, a exploração de serviços que exigem autenticação (como SSH) é limitada. O brute-force de senhas é uma opção, mas em máquinas de laboratório como as da HTB, geralmente existem caminhos de exploração mais diretos. No entanto, em cenários reais, a força bruta ou a engenharia social para obter credenciais podem ser métodos viáveis.
Dada a pequena superfície de ataque, focaremos na análise do site no servidor web.
Ponto de Entrada
Ao navegar pela página principal do site, encontramos um link para um novo subdomínio: ftp.wingdata.htb. Inicialmente, ao tentar acessar este subdomínio, encontramos um erro.
Atualizamos nosso arquivo /etc/hosts para incluir o novo subdomínio e tentamos acessá-lo novamente:
10.129.42.224 wingdata.htb ftp.wingdata.htb
Com essa atualização, acessamos o painel de administração do Wing FTP Server. A próxima etapa é procurar por vulnerabilidades conhecidas associadas a esta versão do software.
Referência: Busca por Exploits Prontos
Durante um pentest, o Google é um recurso valioso para encontrar exploits, pois indexa blogs e relatórios diversos. Bases de dados especializadas como a Exploit-DB também são úteis. Em sistemas operacionais focados em segurança, como o Kali Linux, a ferramenta searchsploit permite pesquisar localmente por exploits conhecidos.
Ao pesquisar por "Wing FTP Server exploit" no Google, a primeira ligação nos direciona para uma vulnerabilidade conhecida: CVE-2025-47812. Esta vulnerabilidade permite a execução remota de código (RCE) no servidor Wing FTP.
O próximo passo seria obter um exploit para esta CVE e utilizá-lo para ganhar acesso inicial à máquina. Uma vez dentro, o foco se voltaria para a escalada de privilégios, que neste caso específico, envolve a exploração de como um script privilegiado lida com a descompactação de arquivos de usuário, permitindo potencialmente a escrita de arquivos fora do diretório esperado através de um path traversal no módulo tarfile do Python.
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HTB WingData: Escalada de Privilégios no Linux via Descompactação de Arquivos
Neste guia, exploraremos um cenário prático de escalada de privilégios em um ambiente Linux, especificamente na máquina "WingData" da plataforma Hack The Box (HTB). O objetivo final é obter acesso de superusuário (root) na máquina. Este desafio é classificado como "fácil", o que o torna ideal para iniciantes em pentest e para aprimorar habilidades em exploração de vulnerabilidades.
Aviso Importante: Ao se conectar a máquinas em plataformas como Hack The Box, é crucial utilizar ferramentas de anonimização e virtualização. Evite realizar tais atividades em computadores que contenham dados sensíveis, pois você estará em uma rede compartilhada com outros participantes.
Reconhecimento
Escaneamento de Portas
O primeiro passo em qualquer teste de intrusão é o reconhecimento, que geralmente começa com o escaneamento de portas para identificar os serviços em execução no alvo. Adicionamos o endereço IP da máquina ao nosso arquivo /etc/hosts:
10.129.42.224 wingdata.htb
Em seguida, executamos um escaneamento de portas. Para otimizar o processo, utilizamos um script que realiza um escaneamento rápido inicial e, em seguida, um escaneamento mais detalhado com scripts Nmap embutidos (-A).
Referência: Escaneamento de Portas
O escaneamento de portas é fundamental para mapear a superfície de ataque de um host. Ele revela quais serviços estão escutando por conexões, direcionando os próximos passos da exploração. O Nmap é a ferramenta mais popular para essa tarefa. Um script eficiente pode ser:
Este script primeiro realiza um escaneamento rápido de todas as portas e, em seguida, um escaneamento mais aprofundado nas portas identificadas, utilizando a opção -A para detecção de versão e sistema operacional.
O resultado do escaneamento revelou duas portas abertas:
Porta 22: OpenSSH 9.2p1
Porta 80: Apache 2.4.66 (Web Server)
Referência: Brute-Force de Credenciais
No início de um pentest, sem credenciais válidas, a exploração de serviços que exigem autenticação (como SSH) é limitada. O brute-force de senhas é uma opção, mas em máquinas de laboratório como as da HTB, geralmente existem caminhos de exploração mais diretos. No entanto, em cenários reais, a força bruta ou a engenharia social para obter credenciais podem ser métodos viáveis.
Dada a pequena superfície de ataque, focaremos na análise do site no servidor web.
Ponto de Entrada
Ao navegar pela página principal do site, encontramos um link para um novo subdomínio: ftp.wingdata.htb. Inicialmente, ao tentar acessar este subdomínio, encontramos um erro.
Atualizamos nosso arquivo /etc/hosts para incluir o novo subdomínio e tentamos acessá-lo novamente:
10.129.42.224 wingdata.htb ftp.wingdata.htb
Com essa atualização, acessamos o painel de administração do Wing FTP Server. A próxima etapa é procurar por vulnerabilidades conhecidas associadas a esta versão do software.
Referência: Busca por Exploits Prontos
Durante um pentest, o Google é um recurso valioso para encontrar exploits, pois indexa blogs e relatórios diversos. Bases de dados especializadas como a Exploit-DB também são úteis. Em sistemas operacionais focados em segurança, como o Kali Linux, a ferramenta searchsploit permite pesquisar localmente por exploits conhecidos.
Ao pesquisar por "Wing FTP Server exploit" no Google, a primeira ligação nos direciona para uma vulnerabilidade conhecida: CVE-2025-47812. Esta vulnerabilidade permite a execução remota de código (RCE) no servidor Wing FTP.
O próximo passo seria obter um exploit para esta CVE e utilizá-lo para ganhar acesso inicial à máquina. Uma vez dentro, o foco se voltaria para a escalada de privilégios, que neste caso específico, envolve a exploração de como um script privilegiado lida com a descompactação de arquivos de usuário, permitindo potencialmente a escrita de arquivos fora do diretório esperado através de um path traversal no módulo tarfile do Python.
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