A Inteligência Artificial (IA) na segurança da informação (SI) deixou de ser um conceito futurista para se tornar uma realidade cotidiana. Uma pesquisa realizada pela SearchInform com 170 profissionais de segurança revelou que, em 2026, 34% dos especialistas em SI russos já utilizam IA em suas tarefas. Essa adoção crescente é impulsionada pela redução de custos, o surgimento de soluções locais e a melhoria contínua dos modelos de IA, que se tornaram mais rápidos, inteligentes e eficientes em termos de recursos. No entanto, a confiança cega na automação ainda é um obstáculo, com 76% dos profissionais tratando os resultados da IA com cautela e apenas 5% confiando totalmente nela.
A pesquisa aponta que a maioria dos especialistas (53%) avalia o benefício da IA como moderado, enquanto 36% o consideram alto. A infraestrutura de IA preferida varia, com 56% utilizando IA integrada em softwares de trabalho, 49% empregando modelos públicos gratuitos e 44% implementando suas próprias redes neurais locais. As tarefas mais delegadas à IA incluem a geração de respostas e assistentes de IA (49%), análise de logs e eventos de segurança (47%), e classificação de conteúdo (42%). As principais vantagens percebidas são a automação de rotinas (86%), o aprimoramento da análise (73%) e a aceleração na detecção de ameaças (69%). Contudo, os desafios incluem o alto consumo de recursos computacionais (62%), dificuldades de integração com a infraestrutura existente (46%) e a falta de transparência nos algoritmos (42%).
Um dos riscos emergentes mais significativos destacados pela pesquisa é o vazamento de dados através de chatbots e ferramentas de IA. Em 2026, 53% dos especialistas em SI avaliam o risco de vazamento de informações confidenciais via IA como alto, e 29% como médio. Alarmantemente, 42% dos entrevistados já flagraram funcionários enviando dados sensíveis para serviços de IA. Para mitigar esse risco, as empresas buscam um equilíbrio entre controle e flexibilidade, com 36% não controlando o uso de IA pelos funcionários, 30% permitindo o acesso apenas a redes neurais aprovadas em listas brancas, e 26% autorizando o uso de IA apenas para tarefas de trabalho específicas. A pesquisa também aponta a falta de ferramentas de SI adequadas para monitorar e controlar esse novo canal de vazamento, com 28% dos profissionais admitindo essa carência.





