Meta Acusa NSO Group de Desrespeitar Ordem Judicial e Realizar Ataques ao WhatsApp

Meta Acusa NSO Group de Desrespeitar Ordem Judicial e Realizar Ataques ao WhatsApp

WhatsApp, de propriedade da Meta, alega que a NSO Group violou uma ordem judicial ao lançar novas campanhas de phishing contra usuários do aplicativo. A Meta planeja buscar ações legais contra a empresa israelense por desacato.

MundiX News·10 de junho de 2026·4 min de leitura·👁 7 views

Representantes do WhatsApp, pertencente à Meta, anunciaram a detecção e o bloqueio de uma nova campanha maliciosa associada à NSO Group, empresa israelense conhecida pelo desenvolvimento de spyware. Segundo o comunicado, usuários-alvo eram atraídos para sites maliciosos através de links distribuídos via o aplicativo de mensagens.

"Conseguimos frustrar tentativas de ataques de engenharia social ligadas à NSO. Os atacantes tentavam convencer as pessoas a clicarem em links maliciosos que levavam a sites externos ao WhatsApp. Esse esquema se assemelha a campanhas de phishing de um clique previamente registradas da NSO", declarou a empresa.

O WhatsApp enfatizou que todas as contas de teste e grupos criados pelos criminosos na plataforma já foram removidos. Como indicadores de comprometimento (IoCs), os especialistas listaram três domínios utilizados durante esta campanha: ikhwancast[.]com, ghazacast[.]com e fr24cast[.]com.

A empresa destacou que os ataques ocorreram após um proeminente litígio entre Meta e NSO Group, encerrado em 2025. Os representantes do WhatsApp afirmam que as ações da empresa israelense violam uma decisão judicial que proíbe explicitamente a NSO Group de atacar o WhatsApp e seus usuários. Agora, a Meta pretende recorrer à justiça para responsabilizar a NSO Group por desacato à corte.

É importante lembrar que a NSO Group é a desenvolvedora da plataforma comercial de spyware Pegasus. O Pegasus é distribuído como um spyware legal e é utilizado para espionagem e vigilância em todo o mundo. Especificamente, o Pegasus (e, por extensão, os clientes da NSO Group) é capaz de coletar em dispositivos iOS e Android mensagens de texto, informações de aplicativos, interceptar chamadas, rastrear localização, roubar senhas, entre outras funcionalidades.

Há alguns anos, o portal Hacker dedicou uma matéria ao Pegasus e à NSO Group, após a atenção pública ser atraída para o trabalho deste spyware comercial e os abusos associados a ele.

Já em 2019, representantes do WhatsApp entraram com um processo contra a NSO Group, acusando a empresa de auxiliar em ciberataques realizados em nome de diversos governos em 20 países, incluindo México, Emirados Árabes Unidos e Bahrein. Na ação, a empresa exigia compensação financeira e uma ordem judicial para cessar tais práticas.

No final de 2024, um tribunal considerou a NSO Group responsável por uma série de ciberataques e, em maio de 2025, um júri determinou que a empresa pagasse mais de US$ 167 milhões em multas e compensações por ataques a mais de 1.400 usuários. Embora o valor da multa tenha sido posteriormente reduzido, o tribunal emitiu e manteve uma proibição permanente para que a NSO Group realizasse quaisquer ações contra o WhatsApp e sua base de usuários.

  • A atividade da Meta foi reconhecida como extremista e proibida na Rússia.

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