Mincifras: Cobrança por Tráfego de Internet Estrangeiro na Rússia Não Está Sendo Considerada
O Ministério de Assuntos Digitais da Rússia (Mincifras) negou planos para introduzir uma cobrança separada pelo tráfego de internet internacional. A declaração surge após especulações anteriores sobre a imposição de taxas para usuários que excederem um limite de dados estrangeiros.
MundiX News·08 de julho de 2026·4 min de leitura·👁 1 views
Representantes do Ministério de Assuntos Digitais (Mincifras) afirmam que não há planos para introduzir uma taxa separada para o tráfego de internet estrangeiro na Rússia. No entanto, ainda na primavera de 2026, a mídia noticiou que as autoridades estavam discutindo a introdução de um pagamento pelo uso de mais de 15 GB de tráfego internacional por mês em redes móveis.
A posição oficial do departamento foi expressa pelo Secretário de Estado – Vice-Chefe do Mincifras, Ivan Lebedev, durante uma sessão plenária da Duma Estatal em 7 de julho de 2026. "Não está sendo considerada uma taxa para tráfego estrangeiro", declarou Lebedev, respondendo a uma pergunta do deputado do Partido Comunista Oleg Smolin sobre a possível introdução de uma taxa adicional. O breve comentário não esclarece se as autoridades abandonaram completamente a iniciativa anterior ou se trata apenas de uma forma específica de sua implementação.
No final de março, a publicação Forbes informou que as autoridades planejavam cobrar uma taxa adicional dos usuários que consomem mais de 15 GB de tráfego internacional por mês através de redes móveis. Esperava-se que essa medida ajudasse a combater os serviços de VPN. Logo após, o chefe do Mincifras, Maksut Shadaev, confirmou que o departamento tinha a tarefa de reduzir o uso de VPN na Rússia, mas não forneceu detalhes sobre uma possível futura tarifação.
De acordo com a mídia, o mecanismo inicialmente deveria ser lançado em maio de 2026, e depois o prazo foi adiado para 1º de junho. Mais tarde, fontes do RBC e Kommersant relataram que a iniciativa foi adiada pelo menos até o outono, e possivelmente até o final das eleições de setembro para a Duma Estatal. Foi relatado que as operadoras de telecomunicações solicitaram o adiamento, pois se mostraram tecnicamente despreparadas para lançar tal esquema. O principal problema foram os sistemas de faturamento, que teriam que ser aprimorados para contabilizar o novo tipo de tráfego, realizar cobranças e operar com múltiplas tarifas ativas e arquivadas.
Também foi enfatizado que as operadoras não possuem um método unificado que permita distinguir de forma confiável o tráfego de VPN de conexões criptografadas comuns e acessos a serviços estrangeiros. Como resultado, recursos russos com endereços IP estrangeiros, CDNs estrangeiras, VPNs corporativas, proxies em aplicativos de mensagens e serviços cujos domínios são registrados no exterior, mas cujos servidores estão na Rússia, poderiam ser submetidos à tarifação adicional. De acordo com a estimativa da Strategy Partners, a taxa adicional poderia gerar para as maiores operadoras russas de 15 a 30 bilhões de rublos por ano, ou seja, cerca de 1-2% de sua receita total. No entanto, especialistas alertaram que, para os assinantes, tal medida provavelmente pareceria um "imposto sobre VPN" direto.
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Representantes do Ministério de Assuntos Digitais (Mincifras) afirmam que não há planos para introduzir uma taxa separada para o tráfego de internet estrangeiro na Rússia. No entanto, ainda na primavera de 2026, a mídia noticiou que as autoridades estavam discutindo a introdução de um pagamento pelo uso de mais de 15 GB de tráfego internacional por mês em redes móveis.
A posição oficial do departamento foi expressa pelo Secretário de Estado – Vice-Chefe do Mincifras, Ivan Lebedev, durante uma sessão plenária da Duma Estatal em 7 de julho de 2026. "Não está sendo considerada uma taxa para tráfego estrangeiro", declarou Lebedev, respondendo a uma pergunta do deputado do Partido Comunista Oleg Smolin sobre a possível introdução de uma taxa adicional. O breve comentário não esclarece se as autoridades abandonaram completamente a iniciativa anterior ou se trata apenas de uma forma específica de sua implementação.
No final de março, a publicação Forbes informou que as autoridades planejavam cobrar uma taxa adicional dos usuários que consomem mais de 15 GB de tráfego internacional por mês através de redes móveis. Esperava-se que essa medida ajudasse a combater os serviços de VPN. Logo após, o chefe do Mincifras, Maksut Shadaev, confirmou que o departamento tinha a tarefa de reduzir o uso de VPN na Rússia, mas não forneceu detalhes sobre uma possível futura tarifação.
De acordo com a mídia, o mecanismo inicialmente deveria ser lançado em maio de 2026, e depois o prazo foi adiado para 1º de junho. Mais tarde, fontes do RBC e Kommersant relataram que a iniciativa foi adiada pelo menos até o outono, e possivelmente até o final das eleições de setembro para a Duma Estatal. Foi relatado que as operadoras de telecomunicações solicitaram o adiamento, pois se mostraram tecnicamente despreparadas para lançar tal esquema. O principal problema foram os sistemas de faturamento, que teriam que ser aprimorados para contabilizar o novo tipo de tráfego, realizar cobranças e operar com múltiplas tarifas ativas e arquivadas.
Também foi enfatizado que as operadoras não possuem um método unificado que permita distinguir de forma confiável o tráfego de VPN de conexões criptografadas comuns e acessos a serviços estrangeiros. Como resultado, recursos russos com endereços IP estrangeiros, CDNs estrangeiras, VPNs corporativas, proxies em aplicativos de mensagens e serviços cujos domínios são registrados no exterior, mas cujos servidores estão na Rússia, poderiam ser submetidos à tarifação adicional. De acordo com a estimativa da Strategy Partners, a taxa adicional poderia gerar para as maiores operadoras russas de 15 a 30 bilhões de rublos por ano, ou seja, cerca de 1-2% de sua receita total. No entanto, especialistas alertaram que, para os assinantes, tal medida provavelmente pareceria um "imposto sobre VPN" direto.
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