Operação PowerOFF: 53 Domínios Desativados e 75.000 Clientes de Serviços DDoS Identificados
A Operação PowerOFF, coordenada pela Europol, alcançou uma nova fase, desativando 53 domínios de serviços de DDoS-for-hire e identificando mais de 75.000 usuários. Esta iniciativa internacional visa combater a proliferação de ataques de negação de serviço distribuído, que permitem a indivíduos sem conhecimento técnico lançar ataques devastadores.
MundiX News·01 de maio de 2026·4 min de leitura·👁 2 views
Em uma nova fase da operação internacional PowerOFF, autoridades policiais apreenderam 53 domínios, prenderam quatro suspeitos e enviaram avisos a mais de 75.000 usuários de plataformas de DDoS-for-hire. Esta operação é coordenada pela Europol e conta com a participação de forças policiais de 21 países: Austrália, Áustria, Bélgica, Brasil, Bulgária, Reino Unido, Alemanha, Dinamarca, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Holanda, Polônia, Portugal, EUA, Tailândia, Finlândia, Suécia, Estônia e Japão.
Nas etapas anteriores da operação, as autoridades não apenas desmantelaram a infraestrutura dos chamados booter services, mas também obtiveram acesso a bancos de dados com informações sobre 3 milhões de contas pertencentes a clientes dessas plataformas. Além disso, 25 mandados de busca foram emitidos. Os booters são serviços de DDoS que permitem que praticamente qualquer usuário, mesmo sem habilidades técnicas, alugue a capacidade de botnets e as direcione para um alvo escolhido. Alguns operadores dessas plataformas mascaram suas atividades como testes de estresse legítimos, mas na prática, eles não verificam se o recurso atacado pertence ao cliente do 'teste'.
A Europol enfatiza que os serviços de DDoS-for-hire continuam sendo uma das formas mais comuns e acessíveis de cibercrime: eles permitem a realização de ataques em larga escala mesmo por aqueles sem nenhum conhecimento técnico. Além disso, as plataformas de DDoS são usadas não apenas por criminosos iniciantes, mas também por grupos de hackers experientes, que as empregam para otimizar e personalizar seus próprios ataques. Os motivos dos clientes dessas plataformas geralmente variam de simples curiosidade e extorsão financeira a hacktivismo e sabotagem direcionada a concorrentes.
A Operação PowerOFF teve início em dezembro de 2018, quando os primeiros 15 sites relacionados a ataques DDoS-for-hire foram fechados. Nos anos seguintes, as autoridades fecharam repetidamente recursos semelhantes sob a égide da PowerOFF. Segundo representantes da Europol, a próxima fase da operação será a prevenção. As autoridades planejam lançar campanhas de informação e veicular anúncios em mecanismos de busca, visando jovens que procuram ferramentas para ataques DDoS. Além disso, mais de 100 URLs que promovem esses serviços já foram removidas dos resultados de busca, e mensagens de aviso foram adicionadas a transações de blockchain relacionadas ao pagamento de serviços ilegais. Esta abordagem multifacetada demonstra o compromisso contínuo das autoridades em desmantelar a infraestrutura de cibercrime e educar o público sobre os riscos e consequências de tais atividades.
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Em uma nova fase da operação internacional PowerOFF, autoridades policiais apreenderam 53 domínios, prenderam quatro suspeitos e enviaram avisos a mais de 75.000 usuários de plataformas de DDoS-for-hire. Esta operação é coordenada pela Europol e conta com a participação de forças policiais de 21 países: Austrália, Áustria, Bélgica, Brasil, Bulgária, Reino Unido, Alemanha, Dinamarca, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Holanda, Polônia, Portugal, EUA, Tailândia, Finlândia, Suécia, Estônia e Japão.
Nas etapas anteriores da operação, as autoridades não apenas desmantelaram a infraestrutura dos chamados booter services, mas também obtiveram acesso a bancos de dados com informações sobre 3 milhões de contas pertencentes a clientes dessas plataformas. Além disso, 25 mandados de busca foram emitidos. Os booters são serviços de DDoS que permitem que praticamente qualquer usuário, mesmo sem habilidades técnicas, alugue a capacidade de botnets e as direcione para um alvo escolhido. Alguns operadores dessas plataformas mascaram suas atividades como testes de estresse legítimos, mas na prática, eles não verificam se o recurso atacado pertence ao cliente do 'teste'.
A Europol enfatiza que os serviços de DDoS-for-hire continuam sendo uma das formas mais comuns e acessíveis de cibercrime: eles permitem a realização de ataques em larga escala mesmo por aqueles sem nenhum conhecimento técnico. Além disso, as plataformas de DDoS são usadas não apenas por criminosos iniciantes, mas também por grupos de hackers experientes, que as empregam para otimizar e personalizar seus próprios ataques. Os motivos dos clientes dessas plataformas geralmente variam de simples curiosidade e extorsão financeira a hacktivismo e sabotagem direcionada a concorrentes.
A Operação PowerOFF teve início em dezembro de 2018, quando os primeiros 15 sites relacionados a ataques DDoS-for-hire foram fechados. Nos anos seguintes, as autoridades fecharam repetidamente recursos semelhantes sob a égide da PowerOFF. Segundo representantes da Europol, a próxima fase da operação será a prevenção. As autoridades planejam lançar campanhas de informação e veicular anúncios em mecanismos de busca, visando jovens que procuram ferramentas para ataques DDoS. Além disso, mais de 100 URLs que promovem esses serviços já foram removidas dos resultados de busca, e mensagens de aviso foram adicionadas a transações de blockchain relacionadas ao pagamento de serviços ilegais. Esta abordagem multifacetada demonstra o compromisso contínuo das autoridades em desmantelar a infraestrutura de cibercrime e educar o público sobre os riscos e consequências de tais atividades.
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