Page Locker: Quando a Extensão Faz Mais do que Promete - Uma Análise Detalhada
Uma análise minuciosa da extensão Page Locker revela comportamento suspeito além de suas funções declaradas de bloqueio de páginas. A extensão realiza requisições de rede desnecessárias e pode abrir abas arbitrárias, levantando preocupações sobre segurança e privacidade.
MundiX News·11 de maio de 2026·5 min de leitura·👁 5 views
Recentemente, deparei-me com a extensão Page Locker na Chrome Web Store. A descrição parecia inofensiva: bloqueio de páginas, desfoque de conteúdo, proteção por PIN/temporizador. Uma ferramenta típica de produtividade/segurança.
No entanto, ao analisar o código, descobri que ele continha comportamentos que não estavam relacionados à funcionalidade declarada. Vamos examinar isso em detalhes.
O que a extensão faz (oficialmente)
Se observarmos o código, a lógica principal é bastante previsível:
Desfoque da página (toggleBlur)
Bloqueio via declarativeNetRequest - redirecionamento para lock.html
Temporizador de desbloqueio automático
Mute de abas
Parada de vídeos
Exemplo:
javascript
functiontoggleBlur(e,t){ e ?(document.documentElement.style.filter="blur("+(t||10)+"px)",document.documentElement.style.pointerEvents="none"):(document.documentElement.style.filter="none",document.documentElement.style.pointerEvents="auto")}
Conclusão simples: não temos apenas uma utilidade para bloquear páginas, mas uma extensão com capacidades redundantes e não transparentes. Além da funcionalidade declarada, o Page Locker faz requisições de rede para servidores de terceiros e pode, com base em sua resposta, abrir abas arbitrárias sem a participação do usuário. Tais mecanismos não são necessários para o funcionamento do bloqueador e criam o risco de impacto remoto no navegador. A conclusão aqui é prática: quaisquer extensões com acesso a abas e à rede devem ser consideradas potencialmente não confiáveis, e a presença de lógica extra é um sinal direto para a remoção.
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Recentemente, deparei-me com a extensão Page Locker na Chrome Web Store. A descrição parecia inofensiva: bloqueio de páginas, desfoque de conteúdo, proteção por PIN/temporizador. Uma ferramenta típica de produtividade/segurança.
No entanto, ao analisar o código, descobri que ele continha comportamentos que não estavam relacionados à funcionalidade declarada. Vamos examinar isso em detalhes.
O que a extensão faz (oficialmente)
Se observarmos o código, a lógica principal é bastante previsível:
Desfoque da página (toggleBlur)
Bloqueio via declarativeNetRequest - redirecionamento para lock.html
Temporizador de desbloqueio automático
Mute de abas
Parada de vídeos
Exemplo:
function toggleBlur(e,t){ e ? (document.documentElement.style.filter="blur("+(t||10)+"px)", document.documentElement.style.pointerEvents="none") : (document.documentElement.style.filter="none", document.documentElement.style.pointerEvents="auto")}
Conclusão simples: não temos apenas uma utilidade para bloquear páginas, mas uma extensão com capacidades redundantes e não transparentes. Além da funcionalidade declarada, o Page Locker faz requisições de rede para servidores de terceiros e pode, com base em sua resposta, abrir abas arbitrárias sem a participação do usuário. Tais mecanismos não são necessários para o funcionamento do bloqueador e criam o risco de impacto remoto no navegador. A conclusão aqui é prática: quaisquer extensões com acesso a abas e à rede devem ser consideradas potencialmente não confiáveis, e a presença de lógica extra é um sinal direto para a remoção.
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