Red Stable: Construindo uma Infraestrutura de Ataque Distribuída e Gerenciável
Descubra como o Red Stable revoluciona a gestão de infraestruturas de ataque, transformando hardware simples em uma rede poderosa e centralizada. O artigo detalha a arquitetura, os componentes e os benefícios de uma solução que simplifica o deployment, monitoramento e coleta de dados.
MundiX News·03 de julho de 2026·7 min de leitura·👁 2 views
A preparação para um red team operation tipicamente envolve a configuração de múltiplos dispositivos, como Raspberry Pis, para diferentes localizações, além de ferramentas como keyloggers, BadUSB e sniffers. Cada um desses dispositivos requer configuração individual: flash, conexão VPN, verificação de conectividade e instalação de ferramentas. Posteriormente, é necessário monitorar todo o conjunto durante a operação, coletar dados e responder a quaisquer problemas que surjam.
Quando o número de dispositivos ultrapassa uma dezena, surge um novo desafio: o gerenciamento. Não se trata do gerenciamento do alvo do ataque, mas sim do gerenciamento da própria infraestrutura. Este problema cresce exponencialmente com cada novo dispositivo adicionado ao arsenal. O objetivo final é criar um sistema que permita visualizar o status de todos os dispositivos em um único local, abrir um terminal para o hub desejado com um único toque, implantar novos hubs em minutos com ferramentas, VPN e monitoramento pré-instalados, receber alertas sobre problemas (perda de conexão, alta carga, espaço em disco acabando) e coletar dados da periferia através de uma interface web unificada.
Problemas Comuns em Infraestruturas Distribuídas
Qualquer pessoa que já trabalhou com infraestruturas de ataque distribuídas já enfrentou estes problemas:
Ausência de uma Visão Unificada: Quais dispositivos estão online? Quais caíram? Quando foi o último contato? É preciso verificar cada um manualmente – SSH para um hub, depois para outro, e então perceber que o terceiro não está respondendo. Em uma operação, isso é crítico: um dispositivo perdido pode significar o fracasso de toda a operação ou, pior, a detecção.
Deployment Manual: Um novo dispositivo significa configuração manual de SSH, VPN e ferramentas ofensivas. Cada vez é a mesma rotina: baixar a imagem, gravar no SD, bootar, configurar a rede, instalar pacotes, copiar chaves, verificar se tudo funciona. E isso para cada novo hub. Ao escalar a equipe, isso se torna um pesadelo.
Dados Fragmentados: Logs de keylogger em um dispositivo, tráfego capturado em outro, resultados de scans em um terceiro. Para montar um quadro completo, é preciso acessar todos os dispositivos manualmente. No auge de uma operação, quando cada minuto conta, simplesmente não há tempo para isso.
Ausência de Alertas: Você só descobre que um dispositivo desconectou quando já é tarde demais. Por exemplo, um hub perdeu a conexão há uma hora, e você pensa que tudo está funcionando. Ou, pior, o dispositivo foi detectado e apreendido, e você continua contando com ele. Um exemplo prático: uma vez, um hub ficou "desaparecido" por quarenta minutos devido a um modem USB travado. Por fora, tudo parecia normal, até tentarmos acessá-lo manualmente. Após este incidente, surgiu a exigência de que o monitoramento deveria alertar sobre tais problemas, e não a percepção do operador.
O Que Estamos Construindo?
Red Stable é um sistema de gerenciamento centralizado para infraestruturas de dispositivos de ataque: um servidor de comando, uma rede (Tailnet), hubs em locais remotos e uma periferia isolada. Um cenário de trabalho típico seria: um hub se conecta à internet via Wi-Fi ou modem USB, aparece automaticamente na Tailnet, o monitoramento registra seu status, e o operador abre um terminal web para gerenciar a periferia. Se a conexão cair, um alerta é enviado, e os dados permanecem localmente, sendo coletados quando o canal é restaurado.
Arquitetura da Solução
O sistema é composto por três níveis, cada um com sua zona de responsabilidade. Essa divisão garante isolamento, escalabilidade e tolerância a falhas.
Nível 1: Servidores
Este é o centro de controle de toda a infraestrutura. Ele possui dois componentes-chave: Headscale e Infra Server.
Headscale: Um coordenador de VPN Tailscale auto-hospedado. Ele reside em um VPS com um endereço IP público. Através dele, todos os dispositivos se encontram e estabelecem túneis criptografados. O Headscale não processa tráfego; ele apenas auxilia os dispositivos a trocar chaves e a se localizarem na rede.
Infra Server: A página principal do sistema, responsável pela geração de imagens de sistema com mais de 40 ferramentas de red teaming pré-instaladas, monitoramento com Zabbix e gerenciamento centralizado.
Nível 2: Hubs
Os hubs são os pontos de acesso em locais remotos. Eles são responsáveis por montar a imagem do sistema, que contém todas as ferramentas necessárias, e por executar a aplicação do hub. Um componente crucial aqui é o eth0-guard, que garante a segurança da interface de rede.
Nível 3: Periferia
A periferia representa os dispositivos finais conectados aos hubs, como keyloggers ou BadUSBs. Eles se comunicam com o hub e enviam dados coletados. A comunicação é estabelecida através do hub, garantindo que a periferia permaneça isolada e segura.
Por Que Essa Arquitetura?
Essa arquitetura em níveis oferece isolamento entre os componentes, permitindo que cada um seja escalado e gerenciado independentemente. A utilização do Tailscale (e Headscale como alternativa auto-hospedada) simplifica a criação de uma rede segura e privada entre os dispositivos, independentemente de sua localização física. A centralização do gerenciamento e monitoramento no Nível 1, com a implantação automatizada de imagens no Nível 2 e a coleta de dados da Periferia no Nível 3, cria um fluxo de trabalho eficiente e robusto para operações de red teaming.
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A preparação para um red team operation tipicamente envolve a configuração de múltiplos dispositivos, como Raspberry Pis, para diferentes localizações, além de ferramentas como keyloggers, BadUSB e sniffers. Cada um desses dispositivos requer configuração individual: flash, conexão VPN, verificação de conectividade e instalação de ferramentas. Posteriormente, é necessário monitorar todo o conjunto durante a operação, coletar dados e responder a quaisquer problemas que surjam.
Quando o número de dispositivos ultrapassa uma dezena, surge um novo desafio: o gerenciamento. Não se trata do gerenciamento do alvo do ataque, mas sim do gerenciamento da própria infraestrutura. Este problema cresce exponencialmente com cada novo dispositivo adicionado ao arsenal. O objetivo final é criar um sistema que permita visualizar o status de todos os dispositivos em um único local, abrir um terminal para o hub desejado com um único toque, implantar novos hubs em minutos com ferramentas, VPN e monitoramento pré-instalados, receber alertas sobre problemas (perda de conexão, alta carga, espaço em disco acabando) e coletar dados da periferia através de uma interface web unificada.
Problemas Comuns em Infraestruturas Distribuídas
Qualquer pessoa que já trabalhou com infraestruturas de ataque distribuídas já enfrentou estes problemas:
Ausência de uma Visão Unificada: Quais dispositivos estão online? Quais caíram? Quando foi o último contato? É preciso verificar cada um manualmente – SSH para um hub, depois para outro, e então perceber que o terceiro não está respondendo. Em uma operação, isso é crítico: um dispositivo perdido pode significar o fracasso de toda a operação ou, pior, a detecção.
Deployment Manual: Um novo dispositivo significa configuração manual de SSH, VPN e ferramentas ofensivas. Cada vez é a mesma rotina: baixar a imagem, gravar no SD, bootar, configurar a rede, instalar pacotes, copiar chaves, verificar se tudo funciona. E isso para cada novo hub. Ao escalar a equipe, isso se torna um pesadelo.
Dados Fragmentados: Logs de keylogger em um dispositivo, tráfego capturado em outro, resultados de scans em um terceiro. Para montar um quadro completo, é preciso acessar todos os dispositivos manualmente. No auge de uma operação, quando cada minuto conta, simplesmente não há tempo para isso.
Ausência de Alertas: Você só descobre que um dispositivo desconectou quando já é tarde demais. Por exemplo, um hub perdeu a conexão há uma hora, e você pensa que tudo está funcionando. Ou, pior, o dispositivo foi detectado e apreendido, e você continua contando com ele. Um exemplo prático: uma vez, um hub ficou "desaparecido" por quarenta minutos devido a um modem USB travado. Por fora, tudo parecia normal, até tentarmos acessá-lo manualmente. Após este incidente, surgiu a exigência de que o monitoramento deveria alertar sobre tais problemas, e não a percepção do operador.
O Que Estamos Construindo?
Red Stable é um sistema de gerenciamento centralizado para infraestruturas de dispositivos de ataque: um servidor de comando, uma rede (Tailnet), hubs em locais remotos e uma periferia isolada. Um cenário de trabalho típico seria: um hub se conecta à internet via Wi-Fi ou modem USB, aparece automaticamente na Tailnet, o monitoramento registra seu status, e o operador abre um terminal web para gerenciar a periferia. Se a conexão cair, um alerta é enviado, e os dados permanecem localmente, sendo coletados quando o canal é restaurado.
Arquitetura da Solução
O sistema é composto por três níveis, cada um com sua zona de responsabilidade. Essa divisão garante isolamento, escalabilidade e tolerância a falhas.
Nível 1: Servidores
Este é o centro de controle de toda a infraestrutura. Ele possui dois componentes-chave: Headscale e Infra Server.
Headscale: Um coordenador de VPN Tailscale auto-hospedado. Ele reside em um VPS com um endereço IP público. Através dele, todos os dispositivos se encontram e estabelecem túneis criptografados. O Headscale não processa tráfego; ele apenas auxilia os dispositivos a trocar chaves e a se localizarem na rede.
Infra Server: A página principal do sistema, responsável pela geração de imagens de sistema com mais de 40 ferramentas de red teaming pré-instaladas, monitoramento com Zabbix e gerenciamento centralizado.
Nível 2: Hubs
Os hubs são os pontos de acesso em locais remotos. Eles são responsáveis por montar a imagem do sistema, que contém todas as ferramentas necessárias, e por executar a aplicação do hub. Um componente crucial aqui é o eth0-guard, que garante a segurança da interface de rede.
Nível 3: Periferia
A periferia representa os dispositivos finais conectados aos hubs, como keyloggers ou BadUSBs. Eles se comunicam com o hub e enviam dados coletados. A comunicação é estabelecida através do hub, garantindo que a periferia permaneça isolada e segura.
Por Que Essa Arquitetura?
Essa arquitetura em níveis oferece isolamento entre os componentes, permitindo que cada um seja escalado e gerenciado independentemente. A utilização do Tailscale (e Headscale como alternativa auto-hospedada) simplifica a criação de uma rede segura e privada entre os dispositivos, independentemente de sua localização física. A centralização do gerenciamento e monitoramento no Nível 1, com a implantação automatizada de imagens no Nível 2 e a coleta de dados da Periferia no Nível 3, cria um fluxo de trabalho eficiente e robusto para operações de red teaming.
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