Tentamos 'invadir' o site 'Myrotvorets' e encontramos um exército de caçadores de dados: Análise técnica completa
Dois entusiastas de cibersegurança investigaram a infraestrutura do polêmico site ucraniano 'Myrotvorets', descobrindo não apenas vulnerabilidades, mas também uma vasta rede de coleta automatizada de dados vazados.
MundiX News·09 de maio de 2026·5 min de leitura·👁 20 views
A ciberinteligência não é exclusividade de agências de inteligência. Dois entusiastas, utilizando um servidor VPS, ferramentas de linha de comando como grep e recursos de Open Source Intelligence (OSINT), decidiram testar a robustez de um dos principais recursos do projeto ucraniano 'Myrotvorets'*. Relatamos como tentamos penetrar em sua infraestrutura, encontramos endpoints esquecidos e, inesperadamente, descobrimos um ecossistema inteiro de 'caçadores de segredos' – aqueles que coletam automaticamente chaves, tokens e senhas em toda a dark web.
Introdução: Por que o site 'Myrotvorets' e por que nos interessamos?*
O site 'Myrotvorets'* é um recurso ucraniano que se autodenomina um "registro de inimigos da Ucrânia". Ele publica dados pessoais de indivíduos considerados ameaças, incluindo jornalistas, artistas, militares e cidadãos comuns. Nossa curiosidade foi despertada: quão bem protegida está a infraestrutura deste recurso? Existem chaves esquecidas? É possível encontrar segredos dos desenvolvedores através de OSINT? Adquirimos um VPS na nuvem (na Rússia), configuramos proxies e iniciamos a prospecção. O resultado não foi a invasão do site 'Myrotvorets'*, mas sim a descoberta de algo mais significativo: uma rede de coletores automatizados de vazamentos que opera ativamente.
*O site é considerado extremista e proibido no território da Federação Russa.
Mapa da Infraestrutura Hostil (O que Descobrimos)
Realizamos um escaneamento de DNS, certificados SSL, subdomínios e portas abertas. Eis o que encontramos:
myrotvorets.center: O site principal, protegido pelo Cloudflare.
report.myrotvorets.center: O portal para recebimento de denúncias.
cdn.myrotvorets.center: Uma CDN para arquivos estáticos, onde um painel nginx foi exposto (erro de configuração).
k8s000.myrotvorets.center: Um nó de serviço Kubernetes (indicando que toda a infraestrutura está em K8s).
api.myrotvorets.center: Uma API interna (não respondeu, mas sua existência foi confirmada).
identigraf.center: Um sistema de reconhecimento facial utilizado para identificar "inimigos".
Conclusão: O projeto é implantado profissionalmente, utilizando um stack moderno (K8s, Cloudflare, pacotes npm, TypeScript), mas apresenta falhas como a exposição do nginx.
Como Tentamos a Invasão (e o que Deu Errado)
Utilizamos o conjunto padrão de ferramentas de um pentester: grep em arquivos JS, escaneamento de portas via curl, tentativas de clonar repositórios do GitHub via proxy SOCKS5, e buscas através de Shodan e crt.sh. No entanto, encontramos bloqueios rigorosos: GitHub, npm, Shodan – tudo estava inacessível de nosso servidor. O proxy que alugamos não lidava bem com HTTPS. Decidimos então migrar para OSINT manual via navegador – e foi aí que o mais interessante começou.
Caçadores de Dados (Com Quem Nos deparamos)
Durante nossa busca, nos deparamos com dezenas de repositórios no GitHub que buscam automaticamente vazamentos por palavras-chave. Eles escaneiam GitHub, Pastebin, S3 buckets e outras fontes para encontrar:
Chaves de API da OpenAI, Anthropic, Google.
Tokens de bots do Telegram.
Senhas de bancos de dados.
Chaves SSH.
Arquivos .env confidenciais.
Aqui estão alguns exemplos de código que encontramos (links diretos para os repositórios foram fornecidos):
Scanner de chaves OpenAI (Nshpiter/github_go):
python
defcheck_openai_key(key):ifnot(key.startswith("sk-proj-")or key.startswith("sk-svcacct-")):returnFalse# ... verificação da chave via API
Busca de segredos em arquivos .env (justlurking-around/justlurkingaround):
Este desenvolvedor integrou a busca no banco de dados do site 'Myrotvorets'* em seu painel OSINT.
Também encontramos projetos de PHNX3NT, sjinks, dartraiden – todos eles, de uma forma ou de outra, estão relacionados ao site 'Myrotvorets'* ou utilizam sua API.
Conclusões: O que esta Prospecção nos Ensinou
O site 'Myrotvorets'* é mais bem protegido do que parece, mas possui pontos fracos (vazamento de informações sobre a infraestrutura interna).
Existe um ecossistema inteiro de ferramentas para coleta automatizada de vazamentos. Muitas delas são abertas e disponíveis no GitHub.
Desenvolvedores, sem querer, deixam chaves em repositórios públicos, e qualquer um pode encontrá-las em 10 minutos.
É crucial verificar seus projetos com gitleaks e não utilizar tokens pessoais em repositórios compartilhados.
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A ciberinteligência não é exclusividade de agências de inteligência. Dois entusiastas, utilizando um servidor VPS, ferramentas de linha de comando como grep e recursos de Open Source Intelligence (OSINT), decidiram testar a robustez de um dos principais recursos do projeto ucraniano 'Myrotvorets'*. Relatamos como tentamos penetrar em sua infraestrutura, encontramos endpoints esquecidos e, inesperadamente, descobrimos um ecossistema inteiro de 'caçadores de segredos' – aqueles que coletam automaticamente chaves, tokens e senhas em toda a dark web.
Introdução: Por que o site 'Myrotvorets' e por que nos interessamos?*
O site 'Myrotvorets'* é um recurso ucraniano que se autodenomina um "registro de inimigos da Ucrânia". Ele publica dados pessoais de indivíduos considerados ameaças, incluindo jornalistas, artistas, militares e cidadãos comuns. Nossa curiosidade foi despertada: quão bem protegida está a infraestrutura deste recurso? Existem chaves esquecidas? É possível encontrar segredos dos desenvolvedores através de OSINT? Adquirimos um VPS na nuvem (na Rússia), configuramos proxies e iniciamos a prospecção. O resultado não foi a invasão do site 'Myrotvorets'*, mas sim a descoberta de algo mais significativo: uma rede de coletores automatizados de vazamentos que opera ativamente.
*O site é considerado extremista e proibido no território da Federação Russa.
Mapa da Infraestrutura Hostil (O que Descobrimos)
Realizamos um escaneamento de DNS, certificados SSL, subdomínios e portas abertas. Eis o que encontramos:
myrotvorets.center: O site principal, protegido pelo Cloudflare.
report.myrotvorets.center: O portal para recebimento de denúncias.
cdn.myrotvorets.center: Uma CDN para arquivos estáticos, onde um painel nginx foi exposto (erro de configuração).
k8s000.myrotvorets.center: Um nó de serviço Kubernetes (indicando que toda a infraestrutura está em K8s).
api.myrotvorets.center: Uma API interna (não respondeu, mas sua existência foi confirmada).
identigraf.center: Um sistema de reconhecimento facial utilizado para identificar "inimigos".
Conclusão: O projeto é implantado profissionalmente, utilizando um stack moderno (K8s, Cloudflare, pacotes npm, TypeScript), mas apresenta falhas como a exposição do nginx.
Como Tentamos a Invasão (e o que Deu Errado)
Utilizamos o conjunto padrão de ferramentas de um pentester: grep em arquivos JS, escaneamento de portas via curl, tentativas de clonar repositórios do GitHub via proxy SOCKS5, e buscas através de Shodan e crt.sh. No entanto, encontramos bloqueios rigorosos: GitHub, npm, Shodan – tudo estava inacessível de nosso servidor. O proxy que alugamos não lidava bem com HTTPS. Decidimos então migrar para OSINT manual via navegador – e foi aí que o mais interessante começou.
Caçadores de Dados (Com Quem Nos deparamos)
Durante nossa busca, nos deparamos com dezenas de repositórios no GitHub que buscam automaticamente vazamentos por palavras-chave. Eles escaneiam GitHub, Pastebin, S3 buckets e outras fontes para encontrar:
Chaves de API da OpenAI, Anthropic, Google.
Tokens de bots do Telegram.
Senhas de bancos de dados.
Chaves SSH.
Arquivos .env confidenciais.
Aqui estão alguns exemplos de código que encontramos (links diretos para os repositórios foram fornecidos):
Scanner de chaves OpenAI (Nshpiter/github_go):
def check_openai_key(key):
if not (key.startswith("sk-proj-") or key.startswith("sk-svcacct-")):
return False
# ... verificação da chave via API
Busca de segredos em arquivos .env (justlurking-around/justlurkingaround):
Este desenvolvedor integrou a busca no banco de dados do site 'Myrotvorets'* em seu painel OSINT.
Também encontramos projetos de PHNX3NT, sjinks, dartraiden – todos eles, de uma forma ou de outra, estão relacionados ao site 'Myrotvorets'* ou utilizam sua API.
Conclusões: O que esta Prospecção nos Ensinou
O site 'Myrotvorets'* é mais bem protegido do que parece, mas possui pontos fracos (vazamento de informações sobre a infraestrutura interna).
Existe um ecossistema inteiro de ferramentas para coleta automatizada de vazamentos. Muitas delas são abertas e disponíveis no GitHub.
Desenvolvedores, sem querer, deixam chaves em repositórios públicos, e qualquer um pode encontrá-las em 10 minutos.
É crucial verificar seus projetos com gitleaks e não utilizar tokens pessoais em repositórios compartilhados.
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