Desenvolvedores do Telega Apresentam Queixa Contra a Apple ao FAS
A empresa por trás do aplicativo de mensagens Telega entrou com uma queixa formal contra a Apple no Serviço Federal Antimonopólio (FAS) da Rússia. A disputa, que se arrasta desde 2026, envolve a remoção do aplicativo da App Store e o bloqueio da conta de desenvolvedor, com a Telega alegando práticas anticompetitivas.
MundiX News·10 de maio de 2026·3 min de leitura·👁 1 views
A crescente disputa entre os desenvolvedores do cliente alternativo do Telegram, Telega, e a Apple atingiu um novo patamar. Após a remoção do aplicativo da App Store e o bloqueio da conta do desenvolvedor, a AO Telega apresentou uma declaração ao Serviço Federal Antimonopólio (FAS). A controvérsia começou em março de 2026, quando uma análise técnica anônima do cliente surgiu na internet, alegando que o aplicativo substituía os endereços dos data centers do Telegram por seus próprios, utilizava uma chave RSA adicional e bloqueava chats secretos, efetivamente implementando um ataque MITM (Man-in-the-Middle), onde todo o tráfego MTProto passava por proxies russos.
Além disso, especialistas da RKS Global analisaram oito clientes alternativos do Telegram para Android e concluíram que o Telega transmitia dados para servidores localizados na Rússia. A Cloudflare posteriormente identificou os domínios operacionais do projeto (telega.me, api.telega.info, telega.info) como malware, a autoridade de certificação GlobalSign revogou o certificado TLS, e o aplicativo foi removido da App Store. Em 9 de abril, a Apple removeu a conta do desenvolvedor da empresa e, em 17 de abril, começou a marcar cópias do Telega já instaladas nos dispositivos dos usuários como malware, impedindo o lançamento do cliente e oferecendo a opção de removê-lo. Os desenvolvedores classificaram isso como uma "classificação errônea", citando verificações independentes de várias empresas de segurança, que, segundo eles, confirmaram a ausência de código malicioso.
Em resposta, os desenvolvedores do cliente citaram a documentação da Apple, que afirma que os aplicativos no iOS operam em um sandbox e não têm acesso a arquivos do sistema. Eles argumentam que os problemas durante a atualização estão relacionados a um bug no próprio iOS, associado a uma notificação de "malware". Em 22 de abril, a AO Telega entrou com uma queixa no FAS, pedindo que a Apple fosse avaliada por violar o artigo 10 da lei de proteção à concorrência, por abuso de posição dominante. As exigências incluem a restauração do acesso à conta do desenvolvedor e à App Store, além de informar os usuários que removeram o aplicativo devido à notificação. Os desenvolvedores insistem que a Apple deve fornecer reclamações técnicas específicas e um prazo razoável para a correção, em vez de bloquear o aplicativo sem explicação. A empresa enfatiza que, dez dias após a remoção da conta, a Apple não forneceu detalhes sobre as supostas violações, resultados de perícias ou recomendações para solucionar os problemas. Além disso, a empresa está considerando ações judiciais contra a mídia e blogueiros que "espalham informações falsas que prejudicam nossa reputação".
A crescente disputa entre os desenvolvedores do cliente alternativo do Telegram, Telega, e a Apple atingiu um novo patamar. Após a remoção do aplicativo da App Store e o bloqueio da conta do desenvolvedor, a AO Telega apresentou uma declaração ao Serviço Federal Antimonopólio (FAS). A controvérsia começou em março de 2026, quando uma análise técnica anônima do cliente surgiu na internet, alegando que o aplicativo substituía os endereços dos data centers do Telegram por seus próprios, utilizava uma chave RSA adicional e bloqueava chats secretos, efetivamente implementando um ataque MITM (Man-in-the-Middle), onde todo o tráfego MTProto passava por proxies russos.
Além disso, especialistas da RKS Global analisaram oito clientes alternativos do Telegram para Android e concluíram que o Telega transmitia dados para servidores localizados na Rússia. A Cloudflare posteriormente identificou os domínios operacionais do projeto (telega.me, api.telega.info, telega.info) como malware, a autoridade de certificação GlobalSign revogou o certificado TLS, e o aplicativo foi removido da App Store. Em 9 de abril, a Apple removeu a conta do desenvolvedor da empresa e, em 17 de abril, começou a marcar cópias do Telega já instaladas nos dispositivos dos usuários como malware, impedindo o lançamento do cliente e oferecendo a opção de removê-lo. Os desenvolvedores classificaram isso como uma "classificação errônea", citando verificações independentes de várias empresas de segurança, que, segundo eles, confirmaram a ausência de código malicioso.
Em resposta, os desenvolvedores do cliente citaram a documentação da Apple, que afirma que os aplicativos no iOS operam em um sandbox e não têm acesso a arquivos do sistema. Eles argumentam que os problemas durante a atualização estão relacionados a um bug no próprio iOS, associado a uma notificação de "malware". Em 22 de abril, a AO Telega entrou com uma queixa no FAS, pedindo que a Apple fosse avaliada por violar o artigo 10 da lei de proteção à concorrência, por abuso de posição dominante. As exigências incluem a restauração do acesso à conta do desenvolvedor e à App Store, além de informar os usuários que removeram o aplicativo devido à notificação. Os desenvolvedores insistem que a Apple deve fornecer reclamações técnicas específicas e um prazo razoável para a correção, em vez de bloquear o aplicativo sem explicação. A empresa enfatiza que, dez dias após a remoção da conta, a Apple não forneceu detalhes sobre as supostas violações, resultados de perícias ou recomendações para solucionar os problemas. Além disso, a empresa está considerando ações judiciais contra a mídia e blogueiros que "espalham informações falsas que prejudicam nossa reputação".