Pragmata Crackeado Dois Dias Antes do Lançamento: Como a Defesa Denuvo Foi Contornada Usando um Hipervisor

Pragmata Crackeado Dois Dias Antes do Lançamento: Como a Defesa Denuvo Foi Contornada Usando um Hipervisor

Um novo exploit contorna a proteção Denuvo em Pragmata, permitindo que o jogo seja jogado antes do lançamento oficial. A técnica, baseada em um hipervisor, explora vulnerabilidades de segurança e representa um desafio significativo para a indústria de jogos.

MundiX News·10 de maio de 2026·5 min de leitura·👁 1 views

Em 15 de abril de 2026, o site ElAmigos disponibilizou Pragmata, o novo jogo de ficção científica da Capcom, dois dias antes de seu lançamento oficial em 17 de abril. Enquanto os clientes pagantes ainda aguardavam o desbloqueio no Steam, os piratas já exploravam a estação lunar do jogo. A proteção Denuvo, que deveria garantir a segurança de Pragmata por algumas semanas cruciais, foi contornada através de um 'hypervisor bypass' desenvolvido pela equipe DenuvOwO. A solução envolve a ativação da virtualização na BIOS, a desativação da 'Driver Signature Enforcement' através da tecla F7 durante a inicialização e a execução de um arquivo VBS.cmd, permitindo o acesso ao jogo.

Este não é um caso isolado. Desde dezembro de 2025, a Denuvo tem sido sistematicamente derrotada. A Denuvo Anti-Tamper, embora nunca tenha prometido proteção completa contra pirataria, visava proteger as primeiras semanas após o lançamento de um jogo, período crucial para as vendas. No entanto, a nova abordagem de contornar a Denuvo, utilizando um hipervisor, representa uma mudança de paradigma. A técnica envolve a execução do Windows dentro de um hipervisor modificado, enganando a Denuvo ao falsificar dados solicitados à CPU. A Denuvo continua a funcionar, realizando suas verificações, mas recebe respostas manipuladas, permitindo que o jogo seja executado.

A técnica de 'hypervisor bypass' explora a capacidade da CPU de suportar virtualização de hardware (Intel VT-x, AMD-V). Ao ativar a virtualização, um nível de privilégio acima do kernel do sistema operacional (Ring -1) é criado, onde um hipervisor pode ser executado. O atacante instala seu próprio hipervisor, interceptando chamadas CPUID e RDTSC, falsificando dados na memória do kernel e ocultando suas operações. A implementação específica envolve o uso de ferramentas como HyperDbg (open-source) para Intel e SimpleSvm para AMD. A equipe DenuvOwO utilizou componentes de código aberto, demonstrando que a exploração não depende de ferramentas secretas, mas da aplicação inovadora de ferramentas existentes. A proteção Denuvo, que consiste em seis camadas de defesa, é contornada através da manipulação de diversas configurações e verificações, incluindo Secure Boot, PatchGuard, Driver Signature Enforcement, CPUID, KUSER_SHARED_DATA e Steam ownership. A única defesa que o 'hypervisor bypass' não conseguiu romper é a Hypervisor-enforced Code Integrity (HVCI), que faz parte da Virtualization-Based Security (VBS). A solução, no entanto, exige a desativação do VBS e HVCI, expondo os usuários a riscos de malware em nível de kernel.

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